A diferença entre “make” e “do” que ninguém explicou direito
Os dois viram “fazer” em português, e é por isso que a confusão nunca acaba. Existe um padrão — ele só não é ensinado.
Os dois viram “fazer” em português, e é por isso que a confusão nunca acaba. Existe um padrão — ele só não é ensinado.
Make a decision ou do a decision? Make homework ou do homework? Como os dois traduzem para “fazer”, o português não oferece nenhuma pista, e a maioria das pessoas acaba decorando caso a caso.
Make tende a aparecer quando algo passa a existir: você produz, cria, constrói. Make a cake, make a plan, make a mistake, make noise. Havia nada, agora há alguma coisa.
Do tende a aparecer quando existe uma atividade a ser executada: tarefa, obrigação, trabalho. Do the dishes, do homework, do business, do research. A coisa já existe — você realiza.
Esse padrão cobre talvez 80% dos casos. Não é uma regra fechada, é uma tendência forte, e é bem mais útil do que memorizar cinquenta pares.
Algumas fogem do padrão e você só decora mesmo. Make the bed (arrumar a cama) não cria nada. Do your hair também não. E make progress soa como atividade, mas é make.
Duas que valem atenção especial porque brasileiro erra muito: make a decision (nunca take a decision em inglês americano) e make sense — “isso não faz sentido” é that doesn't make sense, jamais doesn't do sense.
Se você criou alguma coisa, provavelmente é make. Se você cumpriu alguma coisa, provavelmente é do.
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